Agradecimento público

Não poderia mais avançar em postagens sem antes agradecer publicamente algumas pessoas que foram cruciais para que hoje estivéssemos aqui, educando nossos filhos em casa.
Em meados de 2013, por recomendação do YouTube assisti um videozinho de um senhor que respondia sabiamente um militante esquerdista, na hora pensei: Quem é este homem? Claro, ninguém menos que o professor Olavo de Carvalho. A partir disso comecei a entender muitas coisas acerca desse mundo e comecei a me situar no tempo e espaço, 🙂 sério. Já em 2014, o professor Olavo mencionou que um aluno seu havia desenvolvido um curso para alfabetizar crianças e abrira inscrições para sua segunda turma, ele atestou ser um método excelente e portanto fazia indicação sem pestanejar. A essa altura o professor já tinha total credibilidade comigo 😀 e quase que imediatamente fiz inscrição para o curso: Ensine seus filhos a ler – pré alfabetização do solicito e generoso Carlos Nadalim. Num primeiro momento a intenção era somente auxiliar meu filho para quando fosse alfabetizado eu ter condições técnicas para ajudá-lo efetivamente. Mas a bagagem, isto é, o conteúdo é tão bom que tomei coragem de assumir as rédeas da educação dele. Nesse curso do professor Carlos há aulas online ao vivo e assim sendo tomei conhecimento da ilustre aluna, Camila Abadie. Bom, com os sentidos atentos como uma felina guardando o filhote ninguém passava desapercebido, assim que terminamos a aula entrei no blog Encontrando Alegria e encontrei lá além de alegria 😀 um monte de dica boa e mais um link para outro blog preciosíssimo chamado: Educação de Crianças da Mariana Pazzini. Lá fui diretamente impactada pelos bons conselhos de Margarita Noyes (conheci a Escala Cuisenaire e tiramos a televisão do centro de casa – assunto para um outro post), assim encorajo a você jamais desprezar os “linkzinhos” nas laterais de um blog :DTive a felicidade de tomar conhecimento sobre a Educação Clássica nessas pesquisas, tenho que explicitar o tamanho da minha ignorância no assunto quando aos trinta e poucos anos de idade nunca havia ouvido falar sequer uma vez a palavra Trivium. E quanto mais eu lia, mais me encontrava e reconhecia que era esse caminho que deveria trilhar, foi quando vi a possibilidade de ajudar a minha filha mais velha que já era alfabetizada, através do curso A formação literária da criança do professor Rafael Fàlcon. Bom, não preciso nem dizer que o público atingido não é somente as crianças mas os pais, preciso?! Hoje sou aluna de seu curso de latim.

Cada uma dessas pessoas que citei acima devo gratidão. Estou certa de que foram estrategicamente colocadas em nossas vidas por força Divina e cada um deles terá nossas orações enquanto vivermos. 

Então, meu muito obrigada a vocês professores!

  

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A certeza de que não estamos sozinhos

Essa experiência que compartilharei com vocês muito me edificou, foi marcante e me beneficio toda vez que a recordo.O início da jornada no homeschool (que passo a partir de agora a chamar Educação Domiciliar) na maioria das vezes é recheado de incertezas firmadas na insegurança ou seja muito instável e difícil. Uma hora você sabe muito bem o que fazer, como e porquê, num segundo a frente estremece ao ver seu planejamento ruir e não ir adiante.

Acredite, é assim com a maioria.

Comigo não foi diferente. Certa vez passara a manhã inteira entre afazeres domésticos associados a tentativas – todas frustadas – de realizar as atividades com meu menino. Já na hora do almoço aflita, comecei a me questionar se daria conta, nisso meu filho entra e me pede que cante pra ele a cantiga “O cravo e a rosa” e eu o fiz, ele ao final tenta cantar mas não consegue. Sentada no chão da cozinha com ele no meu colo mostro por acaso as quatro ações do cravo:

– O cravo brigou com a rosa (debaixo de uma sacada)

– O cravo saiu ferido (e a rosa despelatada)

– O cravo ficou doente (a rosa foi visitar)

– O cravo teve um desmaio (a rosa pôs se a chorar)

Vendo nas minhas mãos as quatro ações o menino animou-se e pediu para ouvir no computador a cantiga (deixei o almoço, a hora era aquela) coloquei a música e numa outra janela procurei imagens do cravo e a rosa. E achei EXATAMENTE um joguinho de clicar e arrastar na ORDEM da música, pasmem, lá estava os 4 atos do cravo.

Abri um livro que também tinha a cantiga, descobrimos ainda uma outra parte da música que habitualmente não é cantada, que é:

…”O cravo tem vinte anos a rosa tem vinte e um a diferença que existe é que a rosa tem mais um”. 

Exploramos tudo que podíamos (Memorização – Orientação Espacial – Rima – Psicomotricidade Fina – Princípio bíblico com a atitude da Rosa).

Retornei à cozinha e Aquele a quem minha alma pertence sussurrou, não tenha medo Sou Eu quem estou nisso, Eu efetuo tanto o querer quanto o realizar. Grata chorei e sorri, o almoço atrasou mas só um pouquinho 🙂
“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Tiago 1:5

  

Considerações iniciais – Desescolarização

Se faz necessário termos em mente que o Homeschooling (HS) não faz parte da cultura brasileira, é um movimento recente em nosso país que ganha espaço sim, mas está engatinhando. Isto faz com que não uma ou duas ou trezentas vezes tenhamos que explicar como nossos filhos estudam fora do ambiente escolar e inevitavelmente responder as perguntas de praxe: – E o diploma? E a socialização?
E lá vamos nós jogarmos as sementes…
Somos uma nação escolarizada, que em sua maioria considera o conhecimento retido as instituições. Estudamos por anos a fio com uma finalidade específica, adquirir o documento que nos certifica a trabalhar com o que desejamos e ponto. Tragicamente você interrompe seus estudos sem nunca ter experimentado uma vida intelectual de verdade.
Quando torna-se claro que o conhecimento pode ser adquirido independente de uma instituição e a única coisa realmente necessária é sua vontade de obtê-lo, você começa a entender então o caminho inverso, o caminho da desescolarização.
Eu fui escolarizada, minha filha foi escolarizada. Sem que precisasse coloquei-a na escolinha com 2 anos de idade. Foi como um evento social para mim, vê-la tão pequenina com uniforme, fotos no primeiro dia de aula, lancheira, trabalhinhos… Automaticamente vivia como se fosse uma engrenagem que nada faz além de empurrar um DENTE após o outro depois de uma força externa empregada. Enfim, minha filhinha tão querida era tão moldável ao padrão escolar quanto eu foi.
Já crescida, aos sete anos de idade estudando em casa percebi o quanto o ritual escolar estava enraizado nela, quando chegava os horários do estudo eu a chamava e ela me perguntava inocentemente: – Mamãe! Posso colocar o uniforme? Riamos, eu autorizava e lá ficava ela e seu irmão (por imitação) utilizando o uniforme escolar como se fosse parte natural e imprescindível para o aprendizado.
Meu marido vendo isso, teve a ideia de elaborar um logo da nossa casa e a partir disso fizemos camisetas como um meio de “trazê-los para dentro” do lar. Não subestimamos seus sentimentos, apenas sentimos que isso ajudaria no processo de desescolarização, executamos e deu certo para aquele período, não há mal nenhum em colocar um uniforme, utilizar lousa, fazer carteirinha de biblioteca desde que você tenha em mente que Educação Domiciliar NÃO é trazer a escola para dentro de casa, mas você é livre para usar alguns recursos caso queira ou precise; hoje minhas crianças já não usam uniforme mais.
Porém o logo ficou e o apreciamos com carinho pois expressa tão bem nossa família.
Eis a explicação: – O escudo é uma proteção. Proteção sim! Nos dias de hoje soa pejorativo dizermos que protegemos nossos filhos, mas eles são crianças e precisam de proteção. Antes que nos acusem de colocá-los em uma bolha, notem as passagens nas laterais e a porta aberta intencionalmente representando o dia em que será necessária essa transição – A casa obviamente é o lar – E o livro, não é um livro qualquer, mas é a Palavra de Deus a qual estamos firmados, Ele é o centro e a base de tudo o que fazemos aqui. Estamos certos de que a Verdade prevalece, a Verdade vence, por isso o escrito em latim Veritas Vincit.
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Nosso início no Homeschool 

Tudo começou quando meu filho não correspondeu às expectativas pedagógicas da escola, ele tinha quase três anos, falava pouquíssimo e tinha um temperamento difícil. Descartado problemas neurológicos inclusive os de ordem cognitiva, ouvi de uma profissional muito competente e querida que ela como professora não tinha mais nada à fazer por ele. Havia feito tudo que estava em seu alcance e eu atestava sua sinceridade. Diante disso como ele ainda não era “obrigado” estar na escola, segui meu instinto e fiquei com ele em casa. Qual não foi minha surpresa ao vê-lo respondendo as atividades em casa e a cada dia desenvolvendo as habilidades necessárias.
Por isso vos digo, não fomos nós que escolhemos o homeschooling, foi ele que nos escolheu.

Pretendo com essa página mostrar a simplicidade das atividades no dia a dia de uma família educadora que está a todo tempo crescendo e buscando o conhecimento com coração sincero.

Até mais, queridos!image